Casal Andrezza e Bruno vence ao lado de Andréa Martins e Guto o Challenger de Juiz de Fora do Circuito Banco do Brasil Vôlei de Praia. Nalbert é bronze

21 Mai 2006
Casal Andrezza e Bruno vence ao lado de Andréa Martins e Guto o Challenger de Juiz de Fora do Circuito Banco do Brasil Vôlei de Praia. Nalbert é bronze

Juiz de Fora (MG), 21/05/2006 – O Challenger de Juiz de Fora do Circuito Banco do Brasil Vôlei de Praia terminou com uma cerimônia de premiação movida a beijos apaixonados. O casal Bruno e Andrezza, ambos do Amazonas, subiu ao lugar mais alto do pódio ao lado de seus respectivos parceiros: Guto (SP) e Andréa Martins, também amazonense e irmã de Andrezza. Já o campeão olímpico Nalbert, ex-Seleção Brasileira, alcançou sua terceira medalha nas areias, ao ficar com o bronze na etapa ao lado de mais um representante do Amazonas: Luizão. A dupla agora embarca para o Circuito Mundial. Enquanto isso, o Challenger do Circuito Banco do Brasil segue, com a segunda etapa, em Palmas, entre os dias 31 de maio e 04 de junho.

A primeira final reuniu as irmãs contra Sandra Mathias/Elaine (RJ/PE). Em seguida, aconteceu a decisão masculina e os placares apontaram mais uma pequena coincidência: as mesmas parciais, só que invertidas. Andrezza/Andréa Martins venceu por 2 a 0, parciais de 18/12 e 18/16. Já Bruno/Guto superou Giuliano/Billy (SP/ES) com outro 2 a 0, 18/16 e 18/12.

Com a vitória, Bruno pagou uma dívida com a esposa. Os dois já haviam disputado final no mesmo dia em uma etapa do Circuito Banco do Brasil. Na ocasião, porém, apenas Andrezza conquistou o título:

“Foi um pódio amoroso. Realizei um sonho e estou muito feliz. Estava devendo e essa conquista foi muito especial”, comemorou Bruno, destacando a participação de seu estado na etapa: “Foram quatro atletas do Amazonas, isso mostra que o vôlei de praia de lá vai muito bem”.

Irmãs super-poderosas e pais duplamente orgulhosos

Andrezza e Andréa Martins foram parceiras até o fim de 2003 e, nesse período, conquistaram três títulos no Circuito Banco do Brasil. As duas, porém, decidiram encerrar a parceria por causa dos conflitos entre elas dentro das quadras. Dois anos e meio depois, mais amadurecidas, se uniram novamente e foram campeãs logo na primeira etapa. No lugar de discussão, elogios mútuos:

“A Andréa fez quase tudo, foi 80% da dupla nesta etapa. Eu queria muito esse título por causa dela. Desde que nos separamos, ela não conseguiu mais resultados expressivos. Sofreu com contusões, cirurgia, passou por muita coisa. A Andréa merecia demais isso”, contou Andrezza.

“A Andrezza me ajudou bastante. Ela teve calma e paciência, sempre me dando força no jogo. Isso contou muito”, agradeceu Andréa.

Mais felizes que as duas talvez só os pais. Afinal, a alegria e o orgulho eram dobrados. Andrezza fez questão de logo ligar para casa e falou com a mãe:

“Ela viu na TV e já estava com o coração na boca e chorando muito. Certamente, o orgulho lá em casa foi em dobro”.

“Ontem, minha mãe já tinha chorado bastante quando falei que estávamos na final. E olha que ela é uma pessoa durona. Foi muito emocionante e temos que agradecer o apoio que recebemos em casa”, completou Andréa Martins, cheia de gás após o jogo e todas as lágrimas derramadas:

“Não estou cansada, poderia jogar mais uma partida agora. Superei um tumor na tíbia e voltei melhor do que antes. Meu preparador físico, o Marcelinho, é do atletismo e eu sou a primeira jogadora de vôlei com que ele trabalha. Está dando muito certo”.

Bruno e Guto celebram a amizade

A final masculina colocou em lados opostos dois amigos de longa data: Guto e Giuliano. Os dois se conhecem desde novos em Santos e já jogaram juntos. Por isso, Guto fez questão de citar o amigo após a partida:

“Sempre torci para que ele chegasse a uma final e enfrentá-lo aqui foi o maior prazer que Deus poderia me dar. Ele é um excelente amigo e não tenho nem palavras para descrevê-lo”, elogiou Guto, destacando que Giuliano já deveria se sentir vitorioso por ter alcançado sua primeira final no Circuito Banco do Brasil.

Bruno, por sua vez, ressaltou a importância do bom relacionamento entre ele e seu parceiro. Segundo o jogador, esse foi um dos principais responsáveis pelo bom rendimento da dupla em Juiz de Fora.

“Estávamos nos distanciando no decorrer das etapas. Aqui, ficamos sempre muito unidos, saímos juntos para jantar, conversamos o tempo todo, enfim, vivemos juntos o ambiente da etapa. Somos muito amigos e só ficamos à vontade quando sentimos que estamos próximos”.

Para Guto, esse novo título em sua carreira é conseqüência do trabalho e da dedicação ao vôlei de praia. Ele citou como exemplo, um grande craque do esporte:

“O resultado é conseqüência do trabalho. Sou do estilo do Franco, que já tem quase 40 anos e é o primeiro a chegar e o último a sair dos treinos. Minha essência também foi sempre essa e eu até deixei um pouco isso de lado recentemente. Mas, já vou voltar a agir dessa forma”.

Nalbert conquista terceiro pódio antes da ida ao Circuito Mundial

O campeão olímpico Nalbert (RJ) e seu parceiro Luizão garantiram o terceiro lugar no último torneio da dupla antes de seguir para o Circuito Mundial. Hoje, no Challenger de Juiz de Fora do Circuito Banco do Brasil, a parceria alcançou seu terceiro pódio no ano com uma vitória sobre os pernambucanos Lula e Adriano por 2 a 0, parciais de 18/15 e 21/19. Para os dois, o resultado serviu ainda para devolver a consistência de jogo da dupla:

“O importante era voltar a jogar dessa forma. Eu melhorei em relação às últimas etapas, em que joguei abaixo do que podia, mas isso também faz parte do processo. Queríamos fazer a final, mas foi muito bom voltar ao pódio. Até porque o que o Bruno e Guto jogaram ontem na semifinal não dava para superar”, destacou Nalbert.

A dupla fará sua estréia no Circuito Mundial na segunda etapa, em Zagreb, na Croácia. Nalbert e Luizão não somam pontos suficientes para entrar diretamente no torneio principal e precisarão passar pelo qualifying e também pelo coutry-cota.

“Nosso objetivo é somar pontos para fazer essa aproximação ao ranking. As duplas com vaga garantida levam grande vantagem, mas estão lá porque fizeram por onde. Vamos em busca desse merecimento também”, disse Nalbert, que já se prepara para os três meses longe de casa: “Já passei temporadas no Japão e na Itália no inverno. Isso sim é doloroso. É difícil ficar longe de casa, mas vou estar entre amigos e viajando por lugares maravilhosos. Não será um grande problema”.

Michelle vibra com primeiro pódio

Michelle (DF) começou a jogar vôlei de praia em 2001 com a conterrânea Ângela. E com ela, havia conquistado sua melhor colocação no Circuito Banco do Brasil até hoje: um quarto lugar em 2003. Neste domingo, com a mesma parceira, com quem voltou a jogar há um mês, ela alcançou o primeiro pódio na competição. Por isso, a brasiliense comemorou tanto a vitória sobre Naiana/Lú (CE/RJ) por 2 a 0, com um duplo 18/15.

“Não sei nem dizer qual é a sensação de conseguir esse pódio, só sei que é muito legal. Sabia que iria acontecer em algum momento. É como minha parceira dizia, só era preciso ter paciência”, destacou Michelle, brincando com o fato de ter conseguido os melhores resultados da carreira ao lado de Ângela: “Ela é meu pé-de-coelho”.

Michelle e Ângela voltaram a jogar juntas nesta temporada, na quarta etapa, em Porto Alegre. O fato de morarem na mesma cidade e, por isso, treinarem juntas vem ajudando no crescimento da dupla:

“Nosso entrosamento está aumentando e isso faz com que nossa parceria evolua. Espero agora que esse seja o primeiro pódio de muitos”, encerrou Michelle.

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